Saúde de bezerros: nova estratégia com colostro

Primeiras horas de vida exigem manejo correto da colostragem para reduzir doenças e garantir melhor desenvolvimento dos animais.

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A saúde de bezerros começa antes de qualquer manejo complexo; tudo acontece nas primeiras horas de vida. Nesse momento, o organismo ainda está vulnerável e precisa de suporte imediato.

Ao nascer, o sistema imunológico não está totalmente formado. Por isso, o bezerro depende da chamada imunidade passiva. Essa proteção, que vem do colostro, atua como uma barreira inicial contra agentes infecciosos. No entanto, essa transferência nem sempre ocorre como o esperado e, quando falha, os riscos para o rebanho aumentam.

O papel do colostro na saúde de bezerros

O colostro é mais do que um alimento inicial; ele fornece imunoglobulinas, que são anticorpos essenciais para a defesa do organismo. Além disso, o fluido traz enzimas importantes, como a lactoferrina, e contém microrganismos benéficos (probióticos), incluindo bactérias do gênero Lactobacillus.

Esses elementos ajudam a equilibrar o sistema intestinal e reforçam a proteção do animal. Contudo, a qualidade do colostro pode variar bastante. Fatores como baixa produção de leite ou condições da fêmea interferem diretamente nesse processo. Em alguns casos, o nível de proteção ofertado não é suficiente, o que compromete a saúde do bezerro desde o início.

Quando a suplementação se torna o diferencial competitivo

Diante dessas limitações, a suplementação surge como uma alternativa eficiente. Em vez de depender apenas do colostro materno, o manejo passa a incluir reforços nutricionais estratégicos.

Essa estratégia já foi avaliada em condições práticas em um estudo realizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na região de Castro/PR, que acompanhou bezerras desde o nascimento até o desmame. Enquanto um grupo recebeu apenas colostro, outro contou com suplementação oral nas primeiras horas de vida. A diferença entre eles ficou evidente ao longo do tempo.

Figura 1. Realizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na região de Castro – PR, analisou-se a influência da suplementação com Bezeguard® sobre a incidência de diarreias e pneumonias em bezerros recém-nascidos.

Bezeguard®: reforço imediato para o recém-nascido

Dentro desse cenário, o Bezeguard® surge como uma solução voltada para fortalecer a saúde de bezerros logo após o nascimento. Trata-se de uma pasta oral que complementa a colostragem, especialmente em situações em que a qualidade ou a quantidade do colostro não são as ideais.

Sua formulação reúne:

  • – Colostro bovino e lactoferrina (com ação antimicrobiana);
  • – Probióticos e prebióticos;
  • – Suporte energético, vitamínico e mineral.

O uso é indicado nas primeiras horas após o nascimento, um momento decisivo, já que o organismo do bezerro ainda está em formação. Estudos de campo mostram resultados consistentes: animais suplementados apresentaram menor incidência de diarreia e pneumonia.

Produtividade: menos doenças e melhor desempenho

Os resultados práticos mostram uma queda importante nos casos de diarreia e pneumonia. Com menos enfermidades, o desenvolvimento foi favorecido; aos 60 dias, os animais apresentaram maior ganho de peso e melhor crescimento.

Isso ocorre porque o organismo deixa de gastar energia com problemas de saúde e consegue direcionar recursos para o crescimento. Essa melhora não se limita ao início da vida, influenciando diretamente o desempenho futuro do animal.

Eficiência produtiva desde o primeiro dia

Na rotina do produtor, os efeitos aparecem de forma clara: menos doenças significam menos gastos com tratamentos. Ao mesmo tempo, o desempenho do rebanho tende a melhorar, fazendo com que a saúde de bezerros ganhe espaço como um fator estratégico.

A pecuária moderna exige decisões mais precisas. O colostro continua sendo fundamental; no entanto, seu uso aliado à suplementação amplia os resultados. Quando o começo é bem conduzido, todo o ciclo produtivo se beneficia.