Controle sanitário na pecuária: nova portaria do MAPA eleva rigor

Entenda o impacto da proibição da fosfomicina e saiba como a rastreabilidade protege o mercado da proteína animal.

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Controle sanitário na pecuária

O ambiente regulatório do agronegócio brasileiro avança rapidamente para um modelo de alta exigência. Mais do que uma simples mudança na rotina, as novas decisões do governo federal deixam claro que o mercado global não aceita mais amadorismo. 

Recentemente, o Ministério da Agricultura deu mais um passo importante para aumentar a segurança alimentar. A publicação de uma nova norma reforça que o controle sanitário na pecuária e a rastreabilidade tornaram-se pilares obrigatórios para quem deseja vender para o exterior. 

Entenda a Portaria nº 1.626 do MAPA 

No dia 14 de maio de 2026, entrou em vigor a Portaria SDA/MAPA nº 1.626. O documento proíbe o registro, a importação, o uso e até a prescrição extra-bula de produtos veterinários à base de antimicrobianos derivados de ácido fosfônico. A medida inclui, principalmente, a fosfomicina cálcica. 

A proibição afeta diretamente a criação de bovinos, equinos, abelhas e pescados. Com essa decisão, o governo brasileiro atende a um pedido antigo de órgãos internacionais de saúde. O objetivo principal é combater o avanço da resistência antimicrobiana, que ameaça tanto os animais quanto os seres humanos. 

O fim do manejo flexível dentro da fazenda  

Na prática, as regras mais rígidas modificam o dia a dia do produtor rural. Protocolos de tratamento que antes eram conduzidos com certa flexibilidade agora exigem rígido controle técnico. 

A partir de agora, toda a gestão veterinária precisa ser registrada com precisão. Os compradores internacionais exigem auditorias completas para liberar a entrada da carne em seus países. Para entender as prioridades desse novo cenário de fiscalização, observe os pontos abaixo: 

  • Histórico medicamentoso: registro detalhado de cada antibiótico aplicado no rebanho; 
  • Uso racional: fim definitivo de aplicações preventivas sem critério técnico; 
  • Rastreabilidade total: comprovação clara da origem e do ciclo de vida do animal; 
  • Conformidade regulatória: alinhamento obrigatório com as leis de segurança alimentar. 

A prevenção substitui os remédios no cocho 

Por causa do cerco fechado aos medicamentos, o setor precisa focar em alternativas biológicas e de manejo. O produtor de sucesso já entendeu que diminuir o risco de doenças não depende de lotar o cocho com remédios, mas sim de investir em biosseguridade e nutrição de precisão. 

Manter o ambiente limpo, controlar o acesso de veículos e investir em vacinas cria uma barreira de proteção eficiente. Além de blindar a saúde do plantel, a prevenção reduz drasticamente os custos operacionais com tratamentos curativos caros. 

Rastreabilidade como passaporte para a exportação 

Em resumo, a competitividade do agro moderno foi redefinida pelas exigências sanitárias globais. Produzir em larga escala continua sendo uma meta importante, mas a segurança e a transparência ganharam o mesmo peso na balança comercial. 

Garantir o controle sanitário na pecuária deixou de ser apenas uma dor de cabeça burocrática. Hoje, a conformidade com as leis do MAPA funciona como um passaporte definitivo. É esse cuidado que mantém as portas abertas nos mercados mais lucrativos do planeta e protege a reputação da proteína verde e amarela.