O mercado pet brasileiro segue entre os setores mais relevantes do varejo nacional. No entanto, 2025 marcou uma mudança importante no ritmo de crescimento. Segundo dados da Abempet – Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação, o segmento faturou R$ 77,96 bilhões no período, avanço de 3,45% em relação a 2024.
Embora o resultado mantenha a trajetória positiva, o crescimento ficou abaixo do registrado no ano anterior. Em 2024, por exemplo, o setor avançou 9,6%. Assim, os números mostram um consumidor mais cauteloso e racional na hora da compra.
Ainda assim, os pets continuam prioridade dentro dos lares brasileiros. Porém, o cenário econômico fez as famílias avaliarem melhor cada gasto.

Fonte: Abempet
Desafios econômicos frearam o avanço do setor
A desaceleração do mercado pet brasileiro em 2025 reflete diferentes fatores econômicos. Entre eles estão a inflação persistente, o dólar valorizado e os custos operacionais elevados.
Além disso, despesas com logística, energia e administração continuaram pressionando empresas em toda a cadeia pet. Ao mesmo tempo, a carga tributária ainda representa um desafio para fabricantes, distribuidores e varejistas.
Segundo a Abempet, o setor continua sólido e estratégico para a economia nacional. Entretanto, o ambiente macroeconômico afetou preços, competitividade e o ritmo de expansão do mercado.
Pet food segue como principal motor do mercado
O segmento de alimentação animal continua liderando o mercado pet brasileiro. Segundo a Abempet, mais da metade do faturamento total do setor está concentrada em pet food.
O dado reforça um comportamento já consolidado entre os tutores. Mesmo em períodos de maior cautela financeira, famílias preservam os cuidados básicos com cães e gatos.
Além disso, o vínculo emocional entre pessoas e pets segue sustentando a demanda por produtos essenciais. Dessa forma, a alimentação permanece como prioridade absoluta para os consumidores.

Fonte: Abempet
A indústria brasileira de alimentação pet encerrou 2025 com produção acima de 4 milhões de toneladas. Apesar da alta discreta de 0,12%, o resultado demonstra estabilidade em um cenário econômico desafiador.
Por outro lado, o setor ainda apresenta grande potencial de crescimento. Atualmente, o parque fabril nacional teria capacidade para ultrapassar 9 milhões de toneladas. Isso evidencia espaço para expansão da produção nos próximos anos.
Segundo a Abempet, uma reforma tributária pode impulsionar um novo ciclo de crescimento no setor pet. Uma carga tributária mais equilibrada pode ampliar o acesso das famílias a produtos e serviços, além de estimular investimentos e geração de empregos.
Pequenos pet shops continuam liderando vendas
Mesmo com o crescimento das grandes redes e do comércio eletrônico, os pet shops de pequeno e médio porte seguem protagonistas no mercado brasileiro.
A força desses estabelecimentos está no relacionamento próximo com os clientes. Além disso, o atendimento personalizado e a confiança construída com os tutores continuam sendo diferenciais competitivos importantes.
Mais do que vender produtos, esses negócios oferecem orientação, conveniência e conexão local. Por isso, seguem relevantes mesmo em um mercado cada vez mais competitivo.

Fonte: Abempet
E-commerce amplia espaço no mercado pet
O comércio eletrônico também ganhou espaço no mercado pet brasileiro em 2025. A praticidade e a variedade de produtos continuam atraindo consumidores para as compras online.
No entanto, o comportamento do tutor mostra que preço não é o único fator decisivo. Além da conveniência, consumidores buscam confiança, informação e especialização.
Nesse cenário, o varejo especializado segue liderando as vendas digitais. Isso acontece porque une experiência online com conhecimento técnico sobre saúde e bem-estar animal.

Fonte: Abempet
O que o mercado pet indica para 2026
As análises da Abempet mostram que o mercado pet brasileiro segue forte e relevante. Porém, o consumidor mudou seu comportamento e passou a comprar de forma mais consciente.
Para 2026, empresas que conseguirem unir preço justo, atendimento qualificado e experiência de compra devem ganhar espaço no setor.
Além disso, relacionamento e confiança tendem a se tornar fatores ainda mais importantes. O carinho pelos pets continua o mesmo. O que mudou foi a forma de consumir.




